Sujeitai-vos, pois, a toda a instituição humana por amor do Senhor;
I Pe 2.13a
Os anos que tenho de crente (32 anos) e de pastor batista nacional (16 anos) são vendo a lengalenga de críticas (algumas verdadeiras, outras oportunistas) e ataques à Convenção regional e nacional por parte de pastores, missionários, aventureiros e forasteiros que se abrigaram sob o guarda-chuva da CBN. Críticas com legalidade de gente que fez história e falaciosa de gente que conta estórias. Vi gente séria e abençoada deixando a Convenção por absoluta falta de entendimento dos seus dirigentes que confundiram a Convenção com o seu quintal. No entanto, vi alguns que de tanto reclamar da Convenção - sem autoridade espiritual e respaldo ministerial para tal - fundaram a sua própria micro-convenção sob o fantasioso título de "Super Ministério Interplanetário do Serafim Ungido". O termo local, regional, nacional, internacional, universal e mundial já não cabe no universo da vaidade pomposa da ostentação da babel ministerial que se estabeleceu na fantasia de um monte de não sei quantos pseudos ministérios. Estes cansaram de ser pastor e são candidatos a Querubim. É bom salientar, até por uma questão de equilíbrio e justiça que ficar fora de uma Convenção (inclusive da nossa) não é necessariamente excluir-se do Reino e participar do Reino na implica em filiação a uma Convenção.
Uma Convenção existe para promover pactualmente a associação fraterna de igrejas de uma determinada região que tenham afinidades no sistema de governo, liturgia, doutrina, visão ministerial e missão evangelizadora para a promoção da expansão do Reino de Deus.
No entanto, para uma Igreja cumprir o seu propósito como organismo e organização, é necessário que ande por princípios.
A Convenção é uma instituição humana ou divina? Podemos afirmar do ponto de vista bíblico que a Convenção é uma instituição humana; e que do ponto de vista humano ela cumpre um propósito bíblico. Pelo fato de ser uma instituição humana (como a escola, o governo, a indústria) isto não a desqualifica como organização, pois nem tudo o que é humano é necessariamente defeituoso, inútil, carnal ou maligno. Ela cumpre do ponto de vista de Deus a função de reunir um conjunto de igrejas para o fortalecimento, harmonia, regulamentação e cooperação mútua.
A igreja como organização é também uma instituição humana. Nada há de errado com a Igreja como organização se ela cumpre o seu papel espiritual como organismo. Tanto a Igreja como a Convenção são necessárias do ponto de vista humano e do ponto de vista divino, se atendem de forma pragmática e organizacional os propósitos para os quais foram constituídas.
Uma Convenção pode ser boa ou má como organização. Ela é o reflexo do caráter da liderança das Igrejas que a compõe. Não existe igreja infiel ou anticonvencional. O que existe são pastores que não cumprem o pacto que fizeram publicamente diante de Deus e dos homens de amar, honrar, obedecer, cooperar, apoiar e defender a Convenção a qual pertencem por temor a Cristo. Não basta estar na Convenção, é preciso ser Convencional. O que enfraquece ou fortalece uma Convenção são os pastores e não as Igrejas. É uma questão de postura de ética ministerial e não de eclesiologia.
Uma Igreja não é convencional apenas por ter seu nome relacionado no Rol de Igrejas filiadas. Ela é verdadeiramente uma Igreja convencional quando: 1. Participa dos eventos convencionais. 2. Participa do sustento financeiro da convenção. 3. Não se envergonha de ter as marcas que a identificam convencionalmente. 4. Acata as decisões convencionais. 5. Participa do programa de expansão missionária cooperando com os órgãos convencionais. 6. Tem compromisso com o Reino através da cooperação com as igrejas co-irmãs.
Sua Igreja é uma Igreja Convencional?
No amor de Cristo e nos vínculos convencionais,
Pr. Luís Gonzaga de Paiva Filho
(Pastor da Igreja Batista Nacional Bereana e Presidente da Convenção Batista Nacional no Piauí)