Fuja da síndrome do mar Morto
“Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20.35b)
Quem lê as sagradas escrituras, especialmente o Novo Testamento, depara-se com grande freqüência com a menção ao mar Morto.
Trata-se de uma depressão vulcânica formada na parte inferior da topografia Palestina e que ocupa uma área de 76 Km de comprimento por 16 Km de largura, e chega a uma profundidade de 1 a 390 m. Na realidade não se trata de um mar, mas de um lago oval alongado. Suas águas de cor escura têm em sua composição: sal, enxofre e betume; o que dá aos visitantes uma imagem de desolação, melancolia, inutilidade e abandono. A salinização de suas águas é cinco vezes maior do que a da água do mar o que lhe deu também um segundo nome: Mar Salgado.
O mar Morto é muito famoso pela completa ausência de vida em suas águas e leito. Qualquer peixe ou vegetal lançado em suas águas morre muito rapidamente. É também famoso por represar as águas do rio Jordão e de tantos outros riachos e pequenos lagos da região. Todas as águas que chegam ao mar Morto entram em processo de evaporação sem servir para o consumo humano, para a reprodução da vida animal ou para a agricultura.
O mar Morto representa o crente que só quer receber e não quer servir aos outros. Quer atenção, cuidados e tratamento personalizado de todos ao seu redor. Recebe as bênçãos de Deus mas não compartilha com seus irmãos da fé. Recebe a palavra mas não compartilha com os espiritualmente famintos. Estando tudo bem para ele, está tudo bem para todos. Seu verbalizar predileto é o "eu" e nunca o "tu".
Que Deus nos guarde de sermos um depósito de águas mortas e nos faça um canal de bênçãos para outras vidas.
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